domingo, 14 de junho de 2009

Relatório IV – 1ª oficina Planejada ( 04 horas)

No dia 4 de junho, demos inicio a nossa primeira oficina planejada, tendo como objeto de estudo as unidades 9 e 10, devendo ocorrer a eliminação de alguma dúvida remanescente dos estudos e a socialização dos relatórios da aplicação do Avançando na prática escolhido pelo professor.
As primeiras oficinas mostraram ter sido bastante úteis, já que restaram poucas duvidas em relação à teoria dos assuntos abordados, tendo demonstrado terem cumprido os objetivos propostos. Em relação ao sistema de estudos, porém, evidenciou-se a necessidade de mais orientações de como se daria a execução do estudo individual e a realização do avançando na prática. Poucos cursistas trouxeram relatório com as informações necessárias a avaliação. Outros escolheram as atividades do estudo individual para aplicar em suas salas. Optei por dar início aos relatos das experiências e deixar para o fim do encontro as orientações em relação a metodologia que deveriam empregar para seu estudo, aplicação das atividades e avaliação.
Como previsto, pudemos diminuir o tempo sugerido para dirimição das dúvidas e incorporá-lo à socialização das experiências da Lição de Casa. Quando mesmo quem não apresentou o relatório escrito participou contando suas como se deu a realização das atividades escolhidas.
Nesse momento percebeu-se motivação e grandes expectativas dos cursistas em relação ao curso, pois viram que o conhecimento teórico adquirido era, de fato, aplicável em suas práticas pedagógicas, segundo os relatos de vários cursistas. Dois professores contaram inclusive que escolheram turmas com problemas disciplinares e de concentração para a realização do AP (Avançando na Prática), obtendo envolvimento, participação e rendimento muito significativos das turmas na realização das atividades.
A maior parte dos cursistas escolheu os APs da seções 1 e 2 da unidade 9. Sendo também escolhido o AP da seção 3 da mesma seção, porém apenas por duas professoras. As maiores dificuldades expostas pelos cursistas foram de questões estruturais da escola, atingindo quase a totalidade dos relatos a ausência máquinas copiadoras. O que motivou a adaptação mais freqüente na realização das atividades: a substituição dos textos propostos na TP3 por textos dos livros didáticos.
Apesar de não explicitado por parte nos professores, notou-se certa dificuldade, quando não ausência, no trabalho com análise lingüística. Não mencionei o fato, mas decidi planejar atividades para os próximos encontros visando a esclarecer e inserir nas práticas dos professores trabalhos com análise linguística, já que o estudo sistematizado da questão acontecerá apenas na TP2.
Como resultados positivos os professores em sua totalidade – não houve relatos negativos – ressaltaram o envolvimento dos alunos, e a ampliação dos debates em sala. Muitos professores evidenciaram também a compreensão dos textos como objetivo alcançado de maneira mais eficaz.
Um dos relatos chamou bastante a atenção por sua complexidade e riqueza. Uma das professoras apresentou uma sequência didática diferente do AP, todavia muito completa e rica. Tal sequência se aplicava ao gênero fábula e estava prevista no planejamento da professora e trabalhava competências ligadas a leitura, compreensão e produção de textos e análise linguística, embora ainda de maneira tímida, com atividades bem elaboradas e sistêmicas. Posteriormente, caso a professora concorde, tal sequência será publicada neste blog.
No terceiro memento, dividimos a sala em grupos para a elaboração de atividades, conforme proposto na TP3. Nesse trabalho coletivo, foi perceptível uma maior preocupação com atividades que envolvessem atividades que promovessem a análise e reflexão sobre a língua, o que deve ser mais aproveitado no intuito de inserir esse eixo temático nas atividades docentes.
No momento destinado a avaliação da oficina, aproveitei para frisar a importância da entrega dos relatórios com as informações solicitadas e de que as atividades desenvolvidas sejam elaboradas a partir dos APs, o que facilitará a socialização e a avaliação.
A turma de modo geral avaliou a oficina como produtiva. Um dos pontos positivos mais referenciados foi a oportunidade de socializar experiências não se limitando ao puro e simples relato, mas sendo refletido e comentado pelos cursistas. A divisão do tempo para as atividades apareceu como ponto negativo, justificando-se a afirmação pela necessidade de mais tempo para reflexão sobre as socializações, segundo alguns cursistas.

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